terça-feira, 11 de setembro de 2012

A Técnica dos Cinco Sentidos, dicas

Eu peguei essa dica na comunidade S.O.S Novatos, recomendo:
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Muita gente tem até uma ideia boa, mas quando vai escrever… As cenas simplesmente não ficam legais. Parecem incompletas, rápidas demais, sem conteúdo… E não instigam o leitor a continuar. Mas tem um jeito bem prático de mudar isso, pelos menos no quesito descrição de lugares.
Essa técnica é conhecida como a dos Cinco Sentidos e, como o nome fala, você usa seus cinco sentidos para escrever a cena; os sons, os cheiros, a visão, o tato e até o paladar.


É algo bem fácil de ser feito, por isso, não se preocupe. É só imaginar uma cena e “encarnar” o personagem; mostrar tudo o que ele vê, o que cheira, o que ouve, se sente algum gosto e se está tocando em algo. O trecho abaixo está sem a técnica dos cinco sentidos:
Julie se aproximou da floresta com um sorriso. Tocou em uma das árvores e olhou em volta. Uma maçã estava caída sobre a grama verdejante e ela a pegou e a mordeu. Depois, ainda sorrinde, continuou a andar.
Está boa, mas não encanta e nem envolve, entende? É só uma descrição, como se fosse alguém anotando o que a tal da Julie anda fazendo. Abaixo, veja o mesmo techo com a técnica dos cinco sentidos:
Julie se aproximou da floresta com um sorriso. Tocou na primeira árvore, sentindo a textura do tronco com as pontas dos dedos, e olhou em volta. As árvores se erguiam, altas e belas, com suas folhas marrom-alaranjadas balançando suavemente ao vento. Algumas caíam, rodopiando, até chegar ao chão, cobrindo a grama como o mais belo dos tapetes. Suspirou fundo, saboreando o cheiro da terra molhada que vinha das entranhas da floresta e reparou, com uma agrádavel surpresa, na maçã vermelha aos seus pés.

O gosto estava estupendo e lembrava-lhe as manhãs calmas e floridas de sua infância, lá no velho sítio e no velho pomar. Sorriu mais uma vez e continuou a caminhar entre as árvores silenciosas, ouvindo o agradável som dos pássaros a cantar.
Viu? Não ficou bem melhor? Repare que os cinco sentidos de Julie estão bem vísiveis: o gosto da maçã, o cheiro da terra, a visão das árvores, a textura do tronco e os sons da floresta. Esse modo envolve bem mais o leitor, mas cuidado; não vá abusar muito dele, se não a leitura se torna cansativa.
Eu recomendo usar essa técnica para descrever algo “novo”. Mas como assim algo novo? É bem simples: use os cinco sentidos do personagem para descrever algo que não foi apresentado ao leitor ainda. No caso de Julie, foi a floresta, mas pode vir a ser qualquer coisa. Serve até mesmo para descrever outro personagem, talvez alguém próximo ao seu principal; sua mãe, pai, amigo, irmão, avô… Pode ser que o cheiro do perfume que tal pessoa usava, o som de sua voz, etc. Mas, novamente, não abuse. Ninguém merece saber o que seu personagem está cheirando a cada dois parágrafos.

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