terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Mysticum de "Nymphadora"

Sinopse: Até onde você iria se descobrisse que pode? Que pode mais?
Ela não sabia. Mas vai ter que aprender.
Prólogo
Eu não sabia o que estava fazendo ali, de qualquer jeito. Não me surpreendeu nem um pouco que no mínimo segundo que me restava, eu estava pensando no quanto eu era idiota. Porque eu deveria saber, ou sabia – não é como se fizesse muita diferença naquele ponto – que não deveria ter me metido com aquela garota.
Ela me olhava, como se avaliasse meu próximo passo. E eu não duvidava nada disso. Parada, com os cabelos cor de cobre completamente inchados e os olhos chocolate distorcidos de fúria, ela podia ser mais alta do que eu. Ela parecia mais alta do que eu, mesmo que na verdade não tivesse mais de um metro e meio. Uma onda de poder irradiou dela, e observei seu rosto enquanto se formava um meio sorriso cheio de um sarcasmo doentio.
Não importavam quantas eu já tivesse enfrentado, nem quantos. Não importavam quantas vezes eu já tivesse combatido o sobrenatural, ou o que todos ao meu redor chamam de lendas. Não valia de nada tudo o que ouvi nos últimos meses.
Nada me preparara para aquilo.

                                     Trecho do Capitulo Um


Eu estava fora da cidade há cinco anos. Pensei que reconheceria até o cheiro do lugar, que minha casa seria a mesma e que as pessoas... bem, seriam as pessoas.
Mas quando minha prima virou para me olhar e dizer “Chegamos!” eu estava pensando que era só mais uma escala. Absolutamente nada estava como eu me lembrava. Tudo estava mais arrumado, mais bonito, até mais charmoso. As pessoas que eu via nas ruas, que certamente deveriam ser conhecidas, não pareciam olhar para mim com familiaridade.
Me assustei e me encolhi no banco do carona quando vi a que era minha melhor amiga me olhar com desdém. Ela não deveria saber que era eu, mas desde quando olhava as pessoas assim? Eu devia estar ficando doida mesmo. Eu tinha oito anos quando fui embora, então já saberia se ela fosse ter uma inclinação para o mal. E não me pareceu nada disso naquela época.
– Vamos fazer uma parada. – ela avisou.
Ramonna parou o carro na frente da loja da operadora local, que eu nunca tinha visto antes. Alguns celulares estavam em exposição e vários planos estavam nas vitrines também, e se não fosse por isso, eu não perceberia que era a loja de uma operadora. Resolvi não ficar no carro, para não dar uma de anti-social. Ela provavelmente acharia melhor assim. Reconheci – bem, quase reconheci – a garota atrás do caixa. Tinha cabelos cor de bronze e sorria de um lado ao outro da orelha enquanto falava ao telefone. Quando nos viu murmurou alguma coisa que não devíamos ouvir – mas que eu acho que Ramonna ouviu – e deu um “tchau” apressado antes de desligar – provavelmente na cara da pessoa – o aparelho.
– Oi! Ramonna, não é?
– Sim, sim. Você é Katie, estou certa?
– É, é – ela disse indicando com um gesto da mão livre o crachá preso ao avental preto por cima do vestido azul que usava, que tinha seu nome gravado.
– Ah, não, não foi por isso! – Ramonna deu uma risada – Me lembro de você. Ia todos os dias ao parque.
– Ah, sim. Isso... – ela deu um sorriso sem graça – É mesmo. Mas eles fecharam o parque. Problemas com a montanha russa. – Ramonna se afastou um pouco da bancada, assustada.
– Alguém se machucou? – perguntou.

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Ah personagem principal é bem legal, e o mocinho é irresistivel ♥ 
Esse livro lembra  "A Mediadora" da diwa Meg Cabot, e eu recomendo a todos.

Um comentário:

  1. Nossa esse livro parece ser muito bom ^^
    Fiquei com vontade de ler agora, só pelo Prólogo me apaixonei pela história...adoro sobrenatural.
    ^^

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