sábado, 17 de setembro de 2011

Livro:"Lembranças" de Veronica Wink Goes

Gente,li a historia e achei interessante e a trouxe para voces lerem e dizerem o que acharam:

Capítulo um

Depois de pegar minha bicicleta, coloquei o capacete e corri com ela até minha escola. Tirei o capacete e o sol acima não estava de tão bom humor, considerando que estava mais calor do que o comum.
Suada, fui até o banheiro feminino e quando cheguei, as meninas me olharam com nojo e saíram do banheiro...
Ótimo jeito de começar seu primeiro dia de aula! Pensei sarcasticamente.
Peguei um pano que eu mantenho comigo para causas urgentes e molhei um pouco e passei no meu rosto limpando o suor. Passei sabão e passei água de novo. Sequei-o e alise meu cabelo com os dedos, considerando que estava uma bagunça por causa do capacete.
Resolvi amarrar meu cabelo ruivo em um coque improvisado, mas firme. Peguei minha bolsa e guardei rapidamente meu pano e peguei meu nécessaire, onde se encontrava algumas maquiagens, só para passar uma manteiga de cacau no meu lábio rachado, de tanto eu morder ele por nervosismo.
Minha mãe vivia me dizendo para parar de morder meu lábio, mas... Ainda estava treinando.
Peguei tudo e guardei, mas antes de sair olhei mais uma vez meu reflexo no espelho. Sem nenhuma maquiagem, meu rosto se encontrava puro e natural... Meu olho verde musgo estava vermelho, e irritado, pois hoje de manhã o cocei.
Suspirei... Eu, uma novata que entra no meio do ano letivo da escola... Nunca pensei nisso. Eu sempre tive tudo na ordem. Tudo planejado. Terminar meus estudos na minha antiga escola, viver numa cidade grande, trabalhar como médica...
Não tinha a intenção de voltar para minha cidade natal, na minha escola natal... Quando eu tinha 12 anos, eu fui morar na casa da minha avó, no Rio de Janeiro. Não queria me mudar, tinha tudo aqui, mas acabei me mudando, largando tudo. O meu suposto “namorado”, o meu suposto “melhor amigo”, os quais os dois, eu não podia viver sem. Eles eram meus melhores amigos.
Sai do banheiro e fui caminhando até uma sala que seria da oitava série.
Leandro, era o meu namorado. O Julio, meu melhor amigo. O Leandro e o Julio, não se diferenciavam muito para mim. Eles dois também gostavam muito de mim. Nós éramos um trio. Ninguém separava a gente... Claro que tínhamos mais amigos, considerando que eles eram super populares, mas nós sempre estávamos juntos.
Quando eles estavam com os outros amigos, era como se eu fosse invisível e então, eu sumia, saindo de perto deles. O Leandro, uma vez percebeu e veio atrás de mim. Foi quando nós nos beijamos pela primeira vez. Foi meu primeiro beijo.
Ele me pediu em namoro, e como eu era super inocente, aceitei. Alguns meses depois, eu descobri que ia embora, mas nunca falei para ninguém.
O namoro entre eu e o Leandro, foi escondido, mas apesar de tudo, só nos beijamos, três vezes para valer. Quando Leandro contou para os outros, eu fiquei furiosa com ele, pois eu não queria que os outros soubessem.
No dia seguinte, depois dele contar e quando eu ia embora, o vi beijando uma menina, apesar de até hoje, eu não acho que ele queria beijar ela, pois parecia tentar se afastar. Chamei-o calmamente e ele assustado me olhou, conseguindo manter a menina afastada. Falei que eu ia embora, que nunca ia voltar e corri sem parar até a casa do Julio. Eu corri, sem deixar ele me alcançar. Na época, não queria mais se quer ouvir a voz dele.
Eu cheguei na casa do Julio, ele estava conversando com sua prima, que estava lá para o final de semana.
Assim que cheguei e ele viu que eu chorava, mandou a prima dele embora, e ela assustada correu para dentro da casa. Fui para o banco que tinha na área em volta da casa dele e ele veio e se sentou ao meu lado. Como não era tão perto da casa dele, ninguém podia nos ouvir, nem outra pessoa da cidade, considerando que a floresta rodeava sua casa, assim como a cidade. Lembro-me dele perguntar o que tinha acontecido.
-O que foi Re? – ele perguntou preocupado.
-O Leandro me traiu. – falei e funguei – Mas isso não é a pior parte...
-Como assim não é?! – ele disse já bravo – O Leandro... Como pode?
-Eu vou ir embora Julio. – falei e olhei para ele que segurou o fôlego.
-QUANDO? – ele disse.
-Hoje...
-Mas assim, do nada?!
-Já faz um bom tempo que sei, mas não queria falar. – eu disse.
-Por que não? – ele disse, mais bravo ainda – Achei que éramos amigos.
-Somos mais que isso. – falei e tentei sorrir – Mas não queriam que pensassem nisso e não nos divertíssemos tanto quanto nos divertimos.
Dei um beijo na sua bochecha e me levantei, mas ele me segurou.
-Não vá.  – ele disse e vi seu olho molhado.
-Eu só voltei para me despedir. Minha mãe me espera. Vamos morar com minha avó.
Ele me puxou rápido e apertou seu lábio contra o meu. O beijo foi desesperado, mas depois suave.
-Te amo. – ele disse e eu neguei com a cabeça, me afastando.
-Mas... Nós somos amigos. – falei.
-Eu sou apaixonado por você. Sempre vi você como amiga, mas faz um tempo, que eu te vejo como uma namorada.
-Não. – falei – Não é verdade. Você me considera só uma amiga.
-Nem eu nem o Leandro te consideramos uma amiga. – ele sorriu – Ele gosta de você, sabe que eu gosto de você, por isso tem sempre me mantendo afastado de você. Pelo menos, não desgruda quando eu estou por perto...
-Preciso ir...
O sinal bateu, me trazendo de volta para o presente. Tomara que eles tenham saído do colégio, ou simplesmente me ignorem quando me ver, ou não se lembrem de mim.
Afinal, faz três anos que não nos vemos. Eu acabei de completar 15 anos, mudei muito dês dos meus 12 anos. Talvez nem me reconheçam mais.
As pessoas entram e eu estou sentada na ultima cadeira, na ponta, perto da janela. Onde eu sempre sentei.
Abaixei a cabeça e esperei todos tomarem seus lugares. Senti que alguém me observa de cima e fiquei tensa.
Olhei para cima e fiquei quase de boca aberta. Esse garoto... Simplesmente oh Meu Deus!  O cabelo tem um brilho natural de um lindo azul escuro, parecendo preto, os olhos castanhos, meio água brilhavam de ameaça, e isso foi o suficiente, para perder o encanto... Mas não deu para não reparar que ele era um tanto alto... E um pouco forte.
Mordi meu lábio e olhei ao redor da sala, vendo se o professor já havia chegado... Pelo jeito, não.
-Você está no meu lugar. – sua voz saiu calma, mas ele parecia tudo, menos, calmo – Poderia sair?
-Oh... Desculpe, não sabia que tinha nome. – sorri, mas quando olhei ao redor, congelei na cadeira e perdi o ar, e o sorriso no meu rosto desapareceu.
-Saia do meu lugar,por favor. – ele repetiu.
-Por favor, deixe-me ficar aqui. – falei e rapidamente olhei para ele e o puxei, ainda sentada, para me tampar do resto da sala – Depois eu saio colega. Sério. Sou nova e não tenho lugar... Por favor. – implorei.
-Por que deveria? Eu gosto de sentar ai. Sente em outro lugar. – ele disse carrancudo.
-Por favor, eu faço qualquer coisa que quiser depois e...
-Hei Lucio! – ouço uma voz e estremeço.
Ele tira o olhar de mim, virando a cabeça, mas não me deixa exposta em momento nenhum.
-Oi Leandro. O Julio ta ai? – ele perguntou e então se vira completamente.
-Sempre chega atrasado, sabe como é. – o Leandro ri e eu mordo mais forte meu lábio, sentido ele sangrar – Vem aqui.
-Um minuto. Tenho que tirar uma novata do meu lugar. – ele falou e se virou para mim – Saia.
-Só se você for lá agora. – eu disse e empurrei-o, saindo rapidamente da cadeira, indo para a da frente, já deitando minha cabeça na mesa.
Eu conheço o Leandro e sabia que se o Lucio não fosse lá agora, ele iria vir aqui...
-Novata? No meio do ano? Quem é? – a voz do Leandro se aproxima e continuo de cabeça baixa.
Percebo que o Lucio não sai do lugar e xingo ele mentalmente.
Olho para cima, sabendo que não adiantava negar, nem tentar esperar. Ele iria descobrir mais cedo, ou mais tarde.
-Oi Leandro. – falei e forcei um sorriso – Como tem andado?
O belo sorri dele murchou, seu olho castanho azulado se arregalou e ele parou onde estava.
-Nossa, Leandro! - falei com uma voz sensual – Parece até que viu um fantasma.
-Rebecca? – agora seu sorriso foi mais amplo, não como um de brincadeira, mas um como se visse algo precioso – É você?
-Não que isso te importe. – falei séria.
-Por que você...
- Leandro, vai se sentar! – olho para frente e vejo um homem já com cabelos brancos e com jaleco de professor, e agradeço aos céus que ele tenha chegado – Lucio...
As pessoas começam a fazer mais bagunças do que antes. Quando o professor tinha conseguido ordem, já tinha passado, pelo menos, uns dez minutos. E eu consegui ignorar o Leandro. Estavam todos nos seus devidos lugares, todas as carteiras ocupadas e pelo visto, aqui era o único lugar da sala que não tinha dono.
Ele começou com a aula dele e eu olhei para o Leandro. Ele estava muito mais bonito do que antigamente. Seu cabelo loiro claro, um pouco mais comprido, batendo na nunca. Nos seus olhos se destacava mais o azul, mas ainda se via o pouco do castanho nele. Ele tinha crescido bastante também. Devia estar com um metro e oitenta e pouco, enquanto eu... Só com um metro e sessenta e nove.
A porta da sala se abriu rapidamente e um garoto entrou ofegante.
-Desculpe professor. – o garoto falou... É o Julio?!
Olhei para seu cabelo castanho escuro, que estava com cortes desiguais, indo da nunca para cima... Ainda bem que o seu cabelo é liso, por que se não fosse, não combinaria. E seus olhos tão azuis... É tão lindo!
-Tudo bem. Já estou acostumado. – ele disse – Vá se sentar.
Ele começou a caminhar na minha direção, mas quando me viu parou e sorriu.
-Professor, não da para sentar no meu lugar. Está ocupado pela minha amiga. Ela pelo visto, não tem lugar.
-Quem? – ele me olhou e sorriu – Rebecca!
-Professor, eu posso pedir uma cadeira para o monitor e me sentar ali em quanto isso? – ele perguntou cortando o professor e ele abanou a mão, como se permitisse.
Ele saiu, mas voltou rapidamente e se sentou no chão ao meu lado.
Olhei para sala, vendo os amigos dele confusos, parecendo desconfiados.
O Julio chega para mais perto de mim e coloca sua grande mão na minha coxa, e me olha nos olhos e sorri.
-Voltou. – ele disse enquanto o professor começou a falar – Sabia que ia voltar.
-Julio, eu não voltei por que quis. – falei – Voltei por que minha mãe quis.
-Bem, mas você voltou. Voltou para ficar, né? – ele disse feliz.
-Não... Não sei.
-Os dois aí! – o professor nos chamou atenção e eu virei para frente, fingindo prestar atenção, mas é impossível com a mão do Julio na minha perna.
Ele aperta um pouco e eu coloco minha mão sobre a sua, tento tirar, mas ai ele segura minha mão. Olho para o Leandro e o vejo encarando o Julio, como se estivesse bravo.
Aguente Leandro. Pensei e sorri por dentro.
Suspiro e volto minha atenção para o professor. Isso ia ser demorado.
Quando acabaram todas as aulas que ia ter antes do recreio, o Julio acabou tendo que sentar lá na frente enquanto eu fiquei onde estava.
Fui para o recreio e me escondi na biblioteca. Peguei um livro qualquer, me escondi no meio das estantes e comecei a ler. Por azar, era um livro sobre criaturas místicas, criaturas da noite e tudo desse gênero.
Dei os ombros e comecei a ler.
-Rebecca? – olho para cima e vejo o Julio – O recreio já acabou... Estamos já no segundo período, na penúltima aula. Está querendo matar aula mesmo, ou acabou se perdendo dentro do livro que nem fazia quando éramos crianças?
-Droga! – falei.
Olhei para a página do livro e vi que eu estava na pagina 69. O livro é grade e bem grosso...
-Ainda da para alugar livro aqui? – perguntei e olhei para ele.
-Claro, mas ande logo. – ele disse – Estamos na aula de educação física...
-Claro, claro.  – falei e me levantei rapidamente indo para o balcão – Poderia me emprestar sua carteirinha para pegar o livro?
-Não trouxe. – ele disse e deu os ombros – Anote apenas seu nome.
Assenti e depois de muito tentar convencer a moça, que pelo visto devia ter uns dezenove anos no máximo, e depois da ajuda do Julio, com ele dando em cima dela... Ela deixou eu pegar o livro, anotando meu telefone, minha residência e só depois de falar com minha mãe.
-Vou até a sala, rapidinho e já volto para a aula. – eu disse e ele assentiu.
-Vou com você.
-Podem sentir sua falta. – falei subindo as escadas.
-Eles sabem que vim procurar você. Vai ser estranho se eu voltar sem você.
Assenti e ele subiu comigo até a sala, onde eu guardei rapidamente o livro na minha mochila, mas quase não deu para fechar, pois não exagerei quando disse que o livro é grande.
Ele me beija quando eu levanto do chão, mostrando que aprendeu a beijar melhor do que antes e que pegada tinha... Hmm...
-Não! Julio não! – falei me afastando.
-Por quê? – ele perguntou confuso.
-Por que ela gosta de mim. – viro em direção à porta e vejo o Leandro.
-A! Como você é presunçoso! Claro que eu não gosto de você. Muito menos depois do que você me fez. O Julio ainda é meu amigo, mas eu não gosto de você. Sem falar que eu tenho namorado! – menti – Eu gosto do meu namorado. Não de você!
-Mas... – o Julio falou e eu o cortei.
-Desculpe, não queria que você soubesse disso. – destaquei a palavra você – Eu gosto muito de você. Apenas amigo. Pelo menos por agora, por favor. – falei e sorri.
-Claro....

Quem gostou?Então,se quiser acompanhar a historia,basta clicar aqui e ler os outros capitulos.

XoXo,

Vicky

Um comentário:

  1. Oi
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